Categoria: Seniores Femininos
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b_113_135_16777215_00_http___2.bp.blogspot.com_-AtywQAlxaGk_Tiir_YpHWCI_AAAAAAAAAdU_aVg_Cy_VGcg_s320_n1546433392_30115588_6060.jpgO site Hóquei Feminino lançou o repto e as jogadoras aceitaram. Em tempo de Verão as administradoras do site recolheram junto de algumas atletas, algumas considerações acerca da época que terminou. Adriana Leote foi a porta voz da nossa equipa. Cláudia Costa, avançada que também representou a nossa equipa, foi a entrevistada do CH Carvalhos. Leia toda a entrevista da nossa guarda redes.

 

 

ADRIANA LEOTE 30 ANOS - GUARDA REDES - C.D.BOLIQUEIME

 

- Qual o balanço que fazes da época 2010/2011, numa perspectiva de equipa e a nível pessoal?

O balanço que faço é positivo, mas ao mesmo tempo soube-nos a pouco no final. Todos sabem que o Boliqueime esteve em primeiro lugar praticamente o campeonato inteiro mas no final, por diversas razões, claudicou e ficou em segundo lugar. Mesmo assim provámos que somos uma boa equipa. Nunca fomos consideradas como uma das candidatas ao título e por isso durante muitas semanas ouvimos e lemos coisas menos boas a nosso respeito. Isso deu-nos bastante mais força para lutar sempre do início ao fim em todos os jogos. Apesar de não termos ganho nada demonstrámos o nosso valor. A nível pessoal estou satisfeita com a minha prestação mas sei que podia ter dado muito mais. A posição de guarda-redes é uma das mais ingratas no hóquei e penso que falhei quando a equipa mais precisou de mim. Trabalhei durante toda a época para estar sempre no meu melhor e as minhas duas chamadas à selecção nacional não só mostraram isso como ainda me deram mais ânimo e vontade para fazer mais.



- Os objectivos de equipa foram cumpridos?

O Boliqueime começou a época com alguns problemas. A saída do treinador e de atletas bastante importantes deixou-nos um pouco na dúvida quanto às nossas possibilidades. No entanto tivemos a sorte da Maria Loureiro ter voltado à equipa depois de ter sido mãe, não só tínhamos a necessidade de uma jogadora do nível dela como de alguém que tivesse o nível 2 de treinador. Depois de várias tentativas falhadas para encontrar um treinador, um jogador dos seniores masculinos, Mickael Cruz – o qual agradecemos, decidiu que ia tentar ajudar-nos a cumprir um objectivo que tínhamos - a taça de Portugal e melhorar o 5º lugar da época passada no campeonato. Tivemos um início de época com muitos altos e baixos que se reflectiu no 3º lugar da zona sul e uma saída precoce da Taça de Portugal, deitando por terra o nosso objectivo. Quanto à fase final do campeonato, fizemos uma prova muito boa e muito regular. A equipa consentiu apenas uma derrota, muito difícil de digerir, acusando um pouco a pressão nas últimas jornadas do campeonato.

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- Que aspectos ao longo do campeonato ficaram mais marcados?

Em relação ao campeonato em si penso que o que mais marcou foi a vontade das equipas sentirem que havia a possibilidade de serem campeãs nacionais, o que não se verificou durante anos. Quanto ao Boliqueime os aspectos foram o início muito atribulado onde demorámos a encontrar-nos e depois a evolução que tivemos e a raça que mostrámos ter. Apesar de termos ouvido que o Boliqueime não merecia estar em primeiro, que nem sempre a equipa que ganhava era a que merecia, que o Boliqueime nem hóquei sabia jogar e que a única coisa que fazia era estar fechada em quadrado e esperar pela sorte que a guarda redes tinha, penso que essas palavras nos deram ainda mais motivação. Só foi pena o final, onde não aguentámos a pressão. No entanto, mas conseguimos colocar 3 atletas em estágios da selecção o que mostra bem o nosso valor.
 
- Achaste que campeonato foi um dos mais competitivos até hoje? Porque?

Não acho que tenha sido o mais competitivo até hoje, aliás acho que esteve bastante longe disso. Há cerca de 10 anos atrás penso que os campeonatos eram muito mais competitivos e mais vividos. Dizer que este campeonato foi o melhor de sempre é um desrespeito para as excelentes equipas e atletas que passaram nos nossos ringues. Mas se falarmos que este ano não havia uma equipa como a Fundação Nortecoope aí penso que sim, foi mais equilibrado, pois antevia-se que com a desistência da Fundação apareceriam mais candidatos a ser o seu sucessor. Penso é que foi um campeonato melhor estruturado porque praticamente todas as equipas quiseram chegar o mais longe possível, com objectivos que nunca tinham alcançado.

 
Leia todas as entrevistas no site Hoquei Feminino
 

 

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